Aneurismas Cerebrais

por Dr. Samuel Damin

   Aneurismas cerebrais são dilatações nos vasos cerebrais, principalmente nas artérias. Em geral têm aspecto sacular, ou seja, de uma pequena "bexiga" pendurada na parede de uma ou mais artérias intracranianas. 

    De  cada 100 pessoas que leram este texto, aproximadamente 5 têm um ou mais aneurismas cerebrais e não sabem. Mas o que significa isto? 

    Bem, enquanto o aneurisma fica lá quietinho ele não representa nenhum problema, mas um belo dia ele pode vir a romper e causar uma hemorragia cerebral catastrófica. Quando isso ocorre, 1/3 das pessoas morrem antes mesmo de chegarem a um hospital. 1/3 delas morrem ao longo da internação hospitalar. Do 1/3 de sobreviventes, aproximadamente 35% retorna a suas atividades e a sua vida normal.

    Mas como se antecipar a um evento catastrófico como esse? Inicialmente quem tem familiares com história de aneurismas cerebrais devem realizar exames de rastreamento como Angioressonância ou Angiotomografia.

Outras pessoas saudáveis em tese não têm essa necessidade, no entanto é recomendável a todos aqueles com cefaléias com características específicas e sintomas neurológicos inexplicados.

    O tratamento de um aneurisma incidental, ou seja, diagnosticado por acaso antes de sua ruptura, é muito mais seguro e eficaz.

    Aneurismas menores que 4mm em geral não têm indicação de tratamento caso nunca tenham rompido.

    A partir de 5mm isso começa a mudar e muitos profissionais já recomendam o tratamento. De 7mm em diante há consenso de que os aneurismas devem ser tratados para prevenir um evento catastrófico.

    O tratamento dos aneurismas cerebrais é baseado no princípio de excluir o mesmo da circulação arterial, ou seja, fazer com que o sangue deixe de circular dentro dele. Para tal existe uma infinidade de métodos e técnicas cirúrgicas dos quais falaremos em um outro texto.